A diretora-executiva da Plataforma CIPÓ, Maiara Folly, foi fonte de duas reportagens do jornal francês Le Monde sobre meio ambiente e eleições no Brasil. Os textos foram publicados em 27 de setembro pela correspondente no Rio de Janeiro, Anne-Dominique Correa. Um deles faz um balanço ambiental do governo Lula, candidato a um quarto mandato. O outro mostra que, mesmo com o país enfrentando uma forte seca e os efeitos de um El Niño histórico, a agenda climática ficou em segundo plano na campanha para as eleições de 4 e 25 de outubro.
Na reportagem sobre o balanço do governo, Folly afirma que “o legado do governo Lula é positivo para a agenda ambiental” e destaca “o lugar central que o meio ambiente ocupou na política externa do Brasil”. O jornal lembra que o país sediou a COP30, em Belém, em novembro de 2025. Registra também que a área desmatada anualmente na Amazônia caiu de 11.594 km² para 5.731 km² entre 2022 e 2025, uma queda de 50%, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “A agenda climática também esteve presente em todas as cúpulas do G20 e do BRICS que o Brasil presidiu”, acrescenta Folly. Para ela, a liderança climática do país é particularmente importante diante da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
Na reportagem sobre a campanha, o Le Monde lembra que o governo precisa negociar com um Congresso em que a oposição ocupa 257 das 513 cadeiras da Câmara e 37 das 81 do Senado. Ao analisar o cenário após a votação de 4 de outubro, que renovará a Câmara e parte do Senado, Folly avalia que “existe um grande risco de que o Congresso se torne ainda mais conservador e refratário à agenda ambiental, porque a direita colocou muita ênfase no Senado e poderia se tornar majoritária também ali”.





