A Plataforma CIPÓ e o Parlamento Amazônico (Parlamaz) assinaram, na noite da última terça-feira (12), em Brasília, um Memorando de Entendimento (MoU) voltado ao fortalecimento da cooperação regional em temas como ação climática, desenvolvimento sustentável, governança ambiental e integração amazônica.
A assinatura ocorreu durante agenda realizada na capital federal no contexto do Summit Bioceânica, encontro que reuniu autoridades, representantes diplomáticos e instituições ligadas ao desenvolvimento regional e à integração sul-americana.
Representando a Plataforma CIPÓ, o embaixador Carlos Alfredo Lazary Teixeira, head de Relações Institucionais da organização, participou da cerimônia ao lado do presidente do Parlamaz, senador Nelsinho Trad. Também acompanharam o ato a diretora-executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Vanessa Grazziotin, e o diretor de América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz.
O memorando estabelece uma base de cooperação institucional entre as duas entidades para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas de proteção ambiental, fortalecimento institucional, inovação, diplomacia climática e desenvolvimento sustentável. O documento prevê ainda a possibilidade de criação de grupos de trabalho e mecanismos de coordenação para futuras ações conjuntas.
A parceria reforça a atuação da Plataforma CIPÓ na construção de pontes entre conhecimento técnico, formulação de políticas públicas e cooperação regional amazônica. O acordo também dialoga com os compromissos assumidos pelos países amazônicos na Declaração de Belém, assinada em 2023 durante a Cúpula da Amazônia.
Criado em 1989, o Parlamaz reúne parlamentares dos oito países que compartilham a floresta amazônica – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – e busca fortalecer mecanismos de cooperação política e institucional voltados à preservação da Amazônia e ao desenvolvimento sustentável da região.
Segundo o memorando, futuras iniciativas entre as partes poderão incluir projetos, estudos, diálogos técnicos e instrumentos específicos voltados ao acompanhamento de compromissos climáticos, fortalecimento da governança regional e promoção de soluções conjuntas para desafios ambientais e sociais compartilhados pelos países amazônicos.
O documento não possui caráter vinculante nem prevê obrigações financeiras entre as partes, funcionando como um marco institucional para futuras colaborações técnicas e estratégicas.




