Na última segunda-feira (2), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o apoio oficial do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma posição que ressalta a importância dada pelo governo brasileiro ao fortalecimento do multilateralismo e à presença feminina nos mais altos espaços de governança global, como parte de um contexto internacional de cooperação e equidade.
Em novembro de 2023, a Plataforma CIPÓ, em parceria com o Club de Madrid e o Ministério das Mulheres, articulou a realização de um encontro no Palácio do Planalto, em Brasília, reunindo o Presidente Lula, a Primeira-Dama Rosângela da Silva e lideranças internacionais como a ex-presidenta do Chile e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet; a ex-presidenta da Costa Rica, Laura Chinchilla; e Aminata Touré, ex-primeira-ministra do Senegal. Com o tema “Mulheres no poder: estratégias para a implementação do ODS da ONU para alcançar a igualdade de gênero”, o encontro reforçou a importância de construir pontes entre perspectivas brasileiras e internacionais para enfrentar barreiras estruturais à democracia e à plena participação das mulheres nos espaços de poder.
O trabalho institucional de incidência política da CIPÓ tem como um dos eixos centrais a criação de mecanismos de diálogo que conectem governos, sociedade civil e lideranças, ampliando a visibilidade e a troca de experiências sobre cooperação internacional, governança e defesa dos direitos humanos.
A Plataforma CIPÓ valoriza iniciativas que promovam o diálogo construtivo e a cooperação entre diferentes atores na construção de soluções coletivas para os desafios contemporâneos. Um exemplo disso é a campanha 1 for 8 billion, iniciativa global da sociedade civil que trabalha para tornar a escolha da liderança das Nações Unidas mais transparente, inclusiva e participativa. Ao lado de diversas organizações, a CIPÓ compõe o Comitê Diretor da campanha, que defende que mais governos apoiem a nomeação de mulheres, a fim de interromper os 80 anos de domínio masculino sobre o cargo mais alto da organização.
Seguimos firmes em nossa missão de fortalecer o papel das mulheres na governança global e ampliar a participação de perspectivas diversas nos espaços de decisão e nos sistemas multilaterais.




