A Plataforma CIPÓ integra uma nova submissão conjunta da sociedade civil brasileira à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), no âmbito do Programa de Trabalho dos Emirados Árabes Unidos para uma Transição Justa (United Arab Emirates Just Transition Work Programme – JTWP). A iniciativa das Nações Unidas busca consolidar caminhos para uma transição climática que seja não apenas eficaz na redução de emissões, mas também socialmente justa e inclusiva.
O documento reúne contribuições voltadas a fortalecer a incorporação da justiça climática nas negociações internacionais, com ênfase nos impactos territoriais das políticas de mitigação e adaptação, na proteção da biodiversidade e na construção de cadeias sustentáveis de minerais críticos — tema estratégico diante da expansão das tecnologias de energia limpa.
A submissão foi construída coletivamente com Geledés – Instituto da Mulher Negra, Conectas Direitos Humanos, LACLIMA, ClimaInfo, Observatório do Clima, Engajamundo, Greenpeace Brasil, International Initiative Brasil, Institute for Energy Economics and Financial Analysis e Instituto Socioambiental, evidenciando a articulação de diferentes organizações da sociedade civil em torno de uma agenda climática mais equitativa.
Para Beatriz Mattos, Coordenadora de Projetos e Pesquisa da Plataforma CIPÓ, a consolidação do tema da transição justa no âmbito das negociações internacionais representa um avanço relevante:
“A transição justa vai além dos debates sobre metas e instrumentos de mitigação e diz respeito à qualidade da própria ação climática. A abertura de processos de submissão à sociedade civil é fundamental para trazer ao centro do debate os impactos reais das políticas climáticas nos territórios e sobre comunidades historicamente vulnerabilizadas”.
A incorporação da transição justa nas negociações da Organização das Nações Unidas contribui para ampliar a dimensão social da agenda climática, conectando decisões globais às realidades locais e reforçando a importância da participação qualificada da sociedade civil nos processos multilaterais.
Ao integrar a submissão conjunta, a CIPÓ reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento aplicado e com a incidência estratégica em espaços internacionais, contribuindo para uma governança climática orientada por princípios de equidade, sustentabilidade e direitos.




