Como as oito candidaturas ao cargo mais alto das Nações Unidas pretendem encarar a crise climática? No artigo “What the UN Secretary-General Nominees Reveal About Climate Change”, publicado na PassBlue, a coordenadora de comunicação da Plataforma CIPÓ, Mariana Franco Ramos, e o pesquisador Nycolas Candido analisam como o clima aparece nas propostas das candidaturas à Secretaria-Geral da ONU.
Apesar das pressões para que a próxima liderança da organização foque em paz e segurança, o texto destaca a importância do clima na corrida eleitoral. Ao avaliarem as visões dos oito candidatos – Michelle Bachelet [à época da publicação ainda na disputa], María Fernanda Espinosa, Rafael Grossi, Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues Birkett, Macky Sall, Olara Otunnu e Ivonne A-Baki –, os autores chamam atenção para um consenso: as promessas atuais de financiamento e corte de emissões estão muito abaixo do necessário para lidar com a crise.
Outro ponto relevante levantado no artigo é o da justiça climática. A responsabilidade pela crise é desigual, e os países que menos contribuíram para o aquecimento são os que mais sofrem com os seus impactos. Além de mapear a agenda climática, o texto elucida as falhas estruturais do processo de escolha. Em mais de 80 anos de história, a ONU nunca foi liderada por uma mulher. E, na prática, a escolha continua dependente da falta de transparência e do poder de veto de cinco países no Conselho de Segurança (China, Reino Unido, França, Rússia e EUA).
A Plataforma CIPÓ, como integrante do comitê-diretor da campanha internacional 1 for 8 Billion, defende ativamente que os Estados considerem mulheres para o cargo. A campanha também exige que a próxima liderança seja comprometida com uma visão feminista, com os direitos humanos, com o desenvolvimento sustentável e com a ação climática.




