O governo brasileiro anunciou, nesta segunda-feira (23/02), a expansão da “Coalizão pela ação multilateral contra os crimes ambientais”, com a adesão de cinco novos países e oito organizações da sociedade civil, entre elas a Plataforma CIPÓ. O anúncio foi feito às vésperas da segunda reunião do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre crimes que afetam o meio ambiente, realizada em Viena entre os dias 24 e 26 de fevereiro.
Passam a integrar a Coalizão os seguintes países: China, Marrocos, Costa Rica, Equador e República Centro-Africana. No campo da sociedade civil, além da Plataforma CIPÓ, aderiram à iniciativa o Instituto Igarapé, a Global Initiative against Transnational Organized Crime, a Freeland, a Amazon Underworld, a Wildlife Conservation Society, a Environmental Investigation Agency e a Wildlife Justice Commission.
Criada em novembro de 2025, a Coalizão tem como objetivo promover o estabelecimento de um marco jurídico vinculante para o enfrentamento dos crimes ambientais no âmbito da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC). A proposta busca fortalecer a cooperação internacional e aprimorar os instrumentos legais voltados ao combate a práticas como o tráfico de fauna e flora, a extração ilegal de recursos naturais e outros delitos ambientais de caráter transnacional.
Com as novas adesões, a Coalizão passa a contar com 16 países – entre eles o Brasil – e 10 organizações da sociedade civil. A iniciativa permanece aberta à entrada de novos membros.
A participação da CIPÓ reforça o engajamento da organização em agendas internacionais relacionadas à governança ambiental, ao fortalecimento do multilateralismo e ao enfrentamento de ilícitos que impactam o meio ambiente. Ao integrar a Coalizão, a CIPÓ passa a contribuir com debates técnicos e propostas voltadas à construção de mecanismos internacionais mais eficazes para a prevenção e repressão aos crimes ambientais.





